• São Paulo


Manifesto do SindForte
Em defesa dos trabalhadores no setor de carro-forte
e escolta armada do Estado de São Paulo

CHEGA DE ACUSAÇÃO SEM PROVA!

O SindForte está preocupado com o crescente número de matérias jornalísticas publicadas em razão da ocorrência de ataques a empresas de carro-forte, transporte de valores e escolta armada.

Sede da International Security, no Butantã, após o roubo

Chamamos atenção, principalmente, para o recente noticiário do roubo na International Security (4 de outubro, às 12 horas), de onde, segundo o Diário de S.Paulo, foram levadas 7 pistolas 380; 45 escopetas calibre 12; 56 revólveres 38; e 12 coletes. Em outro roubo, na Torre Forte, os ladrões levaram 42 coletes; 3 espingardas calibre 12; 5 pistolas calibre 380;
25 revólveres calibre 38 (Diário de S.Paulo 13/06/2011).

As matérias na imprensa - escrita, televisiva
e na internet - quase na totalidade, declaram
que "há suspeita de envolvimento do vigilante". Além da imprensa escrita, há, também, os apresentadores de jornais televisivos, que se notabilizam pelo ataque direto a essa tão laboriosa categoria profissional.

O principal motivo da indignação do SindForte é que as afirmações publicadas, em sua absoluta maioria, desconfiam de envolvimento do vigilante. Ou seja, a síndrome do mordomo
do cinema passa agora ao vigilante - um profissional devotado, que recebe pouco pelo que
faz e é o principal alvo dos ataques de meliantes, expondo-se na defesa do patrimônio alheio, se necessário perdendo a própria vida.

Agora, o grande vilão, sem prova, é o vigilante! Tanto do carro-forte, da escolta armada
como da patrimonial (todos, reconhecidamente, nobres profissionais).

O SindForte rechaça esses ataques gratuitos, porque o vigilante é o primeiro a ser apontado. A Constituição declara que ninguém é culpado até o trânsito em julgado da sentença condenatória.

BASTA! Queremos justiça. Na empresa tem vigilante, secretária, office boy, sócios-proprietários e outros. Então por que só se fala no vigilante?! CHEGA! Pedimos respeito e igualdade de direitos. Se mencionar o vigilante, a imprensa deve falar também dos demais profissionais, nominalmente, como faz com a nossa categoria. Por que não cogitar que o roubo pode ter sido provocado porque a empresa está prestes a fechar?

O SindForte está encaminhando à Polícia Federal pedido para que se institua procedimento de consulta às entidades sindicais, quando ocorrer a renovação da licença de funcionamento, a fim de apurar se a empresa está em dia com suas obrigações trabalhistas, como salário; 13º; férias mais abono de 1/3; INSS; FGTS e se, principalmente, cumpre a Convenção Coletiva de Trabalho, para, só após a apuração, se conceder a licença.

Somos trabalhadores. E não suspeitos. Exigimos respeito!

João Passos
Presidente do SindForte
joaopassos@sindforte.org.br


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