Diesat condena Portaria e cobra rigor
no combate ao trabalho escravo

26/10/2017 - quinta-feira


Presidente do Diesat, Elenildo Queiroz critica Portaria

Com 36 anos de vida e efetiva atuação, o Diesat (Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho) nunca se deparou com quadro tão grave de ataques a direitos e à integridade dos trabalhadores.

Reflete e piora esse quadro a recente Portaria 1.129/2017, pela qual o governo federal dificulta a constatação de trabalho escravo, trava as fiscalizações e tenta evitar a divulgação da lista dos escravagistas.

O trabalho escravo mudou de forma, mas não de essência. A exploração brutal de trabalhadores – sem contrato, sem água potável, sem comida saudável, vivendo em choupanas junto a produtos tóxicos, submetidos a jornadas abusivas, sem garantia de salário – agride brutalmente a saúde física e mental desses novos escravos.

Vale alertar que a iniciativa do governo brasileiro, por meio da execrável Portaria, acata interesses do capitalismo selvagem internacional, responsável, segundo a ONU, pela existência de mais de 50 milhões de pessoas escravizadas, muitas delas crianças.

O Diesat não está apenas chocado, mas indignado com esse novo retrocesso no País, como a terceirização e retirada de direitos com a reforma trabalhista. Nesse sentido, exigimos imediata revogação da Portaria, sob pena de vermos o Brasil, mais uma vez, condenado pela opinião pública mundial e por órgãos nacionais e internacionais ligados ao mundo do trabalho.

Elenildo Queiroz Santos (Nildo) – Presidente
Contatos: 97240.5693 (celular) e 3399.5673 (Diesat)
E-mails: queiroz.baruc@gmail.com e diesat@diesat.com.br

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