Abrir as planilhas das tarifas públicas

O povo brasileiro obteve importantes ganhos econômicos nos últimos 10 anos. Também tivemos avanços em programas sociais e na legislação. Por exemplo: o Adicional de Periculosidade dos vigilantes foi conseguido por meio de lei. Outra lei avançada é a chamada “Maria da Penha”, que acaba com a impunidade de homens que agridem esposas ou companheiras.

Em janeiro deste ano, a presidente Dilma baixou a tarifa da energia elétrica. Ela teve coragem de enfrentar a grande imprensa e grupos empresariais ligados ao setor elétrico, que trabalharam contra, e baixou o preço da energia. Foi um passo adiante. Mas falta mais.

Precisamos baixar as tarifas públicas e os preços administrados pelos governos. A começar pelo preço das passagens de ônibus, metrô e trem. Outro setor que abusa são os planos de saúde, e a ANS (Agência que cuida do setor) tem sido frouxa. As tarifas de telefone no Brasil são absurdas. E o preço da internet é um verdadeiro caso de polícia.

No momento em que falam em CPI das obras da Copa, eu acho que mais importante (muito mais) seria uma CPI das tarifas públicas. Temos de abrir essas planilhas, apurar os custos reais, conhecer as margens de lucros das permissionárias, saber o quanto elas economizam com a isenção de impostos.

As tarifas públicas são o setor da economia que mais causa inflação. Por isso, precisamos abrir essa caixa-preta e expor as planilhas à luz do sol do meio-dia. As empresas permissionárias têm o direito de lucrar. Mas não de extorquir a população!

João Passos - Presidente
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