Campanha salarial do carro-forte Sem acordo no TRT, reajuste dos salários deve ser definido pela Justiça Audiência na terça (10), às 13h45, definirá data

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Nesta quinta (5), houve nossa sétima tentativa de negociar um reajuste digno para a categoria por meio de acordo. Mas, infelizmente, os representantes patronais mantiveram a arrogância e, diante do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), negaram o aumento real mais
uma vez. Com isso, o dissídio da categoria deve ir a julgamento.

O presidente do Sindicato, João Passos, afirma: “Infelizmente, após manifestarmos nossa boa vontade todo esse tempo, a ganância do patrão impediu que houvesse acordo”. João lembra que as reivindicações dos trabalhadores são justas, além de situadas dentro da capacidade das empresas. “Vamos ter confiança na Justiça”, diz.

Na audiência desta quinta, foi rejeitada a proposta de conciliação feita pelo Tribunal na terça-feira (3), que previa reposição da inflação (INPC/IBGE) com 1,5% de aumento real (total de 6,36%) e melhorias em outros itens da pauta. Diante da intransigência patronal, o Sindicato também viu por bem manter a pauta de reivindicações original.

Nossas reivindicações – A pauta inclui reposição da inflação, mais aumento real de 7%; incorporação do Risco de Vida de 30% nas férias e 13º salário; aumento do VR/VA para R$ 25,00, para todos da categoria; fim do salário de ingresso; Piso de R$ 1.300,00 para sala de valores e administrativos; PLR ou PPR em todas as empresas; e fim do teto para aplicação do reajuste salarial no setor administrativo e chefias em geral.

Audiência – Na próxima terça-feira (10), às 13h45, teremos a primeira audiência de instrução do dissídio. Se, até lá, não ocorrer nenhuma manifestação dos patrões recuando do reajuste abaixo da inflação, o TRT marcará a data do julgamento.

Informações – Durante nossa mobilização, mantenha-se em contato com o Sindicato. Ligue 3105.2486.

Presidente João Passos em audiência no TRT