DIA DO CHEGA! Protestos contra ataques e mortes mobilizam Campinas e Ribeirão

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Centenas de trabalhadores no setor de transporte de valores saíram às ruas hoje (23) em Campinas e Ribeirão Preto, para protestar contra os crescentes ataques a carros-fortes e empresas de valores. Nosso Sindicato comandou os protestos, que começaram ao amanhecer nas garagens das empresas Prosegur, Blue Angels, Brinks e Protege.

As manifestações tiveram forte adesão da categoria, reunindo vigilantes, pessoal administrativo e sala de valores.

Em Campinas, mais de mil trabalhadores saíram em passeata pela Rodovia Santos Dumont, que teve as duas faixas bloqueadas no sentido Rodovia Anhanguera. Os companheiros seguiram o percurso de cerca de seis quilômetros em direção ao Largo do Pará, no Centro. Em Ribeirão Preto, houve concentração na avenida da Saudade, no Campos Elíseos.

Presidente João Passos comanda mobilização

Nosso presidente João Passos destaca que se não houver melhoria na segurança, “o movimento será estendido a todo o Estado, com possibilidade de se tornar nacional”. João informa que nesta segunda também ocorreram protestos em Goiás, Rio de Janeiro e no Estado do Pará. “As empresas não têm preocupação com a vida dos trabalhadores”, denuncia.

O objetivo das manifestações foi pressionar governo e empresas a tomarem providências que garantam a segurança dos trabalhadores. Recentemente, uma quadrilha fortemente armada invadiu a empresa Prosegur, no Jardim Nova Mercedes, em Campinas. No início do mês, um bando com oito homens explodiu um carro-forte e matou um dos vigilantes em um assalto na Rodovia Antônio Machado Sant’Anna, na região de Ribeirão Preto.

“Atualmente, as medidas instituídas tentam impedir que os bandidos levem o dinheiro. Mas não há medidas sendo adotadas que aumentem a segurança dos trabalhadores, como um reforço no armamento e da blindagem dos veículos”, lembra o diretor Lúcio Cláudio de Sousa Lima, coordenador da subsede de Campinas.

O protesto é também contra a inoperância do governo do Estado quanto à segurança pública. Ao final das manifestações, foi aprovado que uma comissão de dirigentes e trabalhadores entregará uma pauta de reivindicações às autoridades.

Reivindicações – O Sindicato reivindica ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal porte e uso de armas mais potentes, enquadramento do assassinato de vigilante como crime hediondo e redução do volume de dinheiro transportado em carros-fortes.

Risco de vida – Outro pleito é o pagamento de Adicional de Risco de Vida (periculosidade igual a 30% do salário) também para quem faz trabalho interno nas empresas. Esses profissionais são vítimas de ataques nas empresas e sequestros.