Fiscalização flagra abusos cometidos por empresas de escolta

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Nas três últimas reuniões da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), composta por representantes do governo, trabalhadores (bancários e vigilantes) e empresários (bancos e empresas de vigilância e transportes de valores), foram analisados pelo menos treze processos envolvendo irregularidades cometidas por empresas que prestavam serviços de escolta armada.

Os processos envolviam graves problemas, capazes de colocar em risco a vida dos profissionais, como armamentos em péssimo estado. Em um dos casos, as condições de armazenamento da munição eram tão ruins, que o estojo poderia se abrir a qualquer momento.

A maioria dos casos analisados tratava de relatos de vigilantes sem curso de formação para prestar serviços de escolta armada. Os companheiros, obrigados a viajar escoltando cargas sem curso de extensão em segurança armada são vítimas da ganância das empresas, que não investem na qualificação do trabalhador, burlando a lei e expondo trabalhadores a riscos por falta de preparo para os imprevistos que podem surgir.