Força defende reforma que garanta aposentadoria digna

144

A Força Sindical, outras oito Centrais e o Dieese realizam nesta terça (7) e quarta (8) o seminário “Reforma da Previdência: Desafios e Ação Sindical”. O evento, que reúne sindicalistas de todo o Brasil e especialistas em questões previdenciárias, ocorre no auditório do Sindicato dos Padeiros de São Paulo.

O objetivo é debater o tema e unificar as reivindicações que as Centrais vão defender no debate que será realizado com a sociedade e com o Parlamento. No próximo dia 22, as Centrais farão uma grande manifestação no Congresso Nacional. Haverá vistas aos gabinetes dos parlamentares, a fim de mostrar à sociedade a Previdência que o trabalhador quer.

“Somos a favor de uma reforma que dê aos trabalhadores uma aposentadoria mais justa e digna. Queremos uma Previdência justa porque hoje milhões de trabalhadores se aposentam com salário mínimo”, afirma João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força.

Nosso Sindicato apoia a luta contra as reformas do governo Temer, que agridem direitos trabalhistas e previdenciários. O presidente João Passos afirma: “Repudiamos e vamos à luta contra esses absurdos”.

A edição de janeiro (nº 273) do nosso jornal, o Transporte Forte, traz matéria na capa condenando as reformas. O texto diz que esse governo é ruim, patronal e contra o povo. “O governo Temer aplicou um grave ajuste fiscal, que congela investimentos por 20 anos – os setores de saúde e educação serão drasticamente afetados. Porém, a reserva destinada a pagar juros a banqueiros e especuladores foi integralmente poupada dos cortes”, diz.

Quanto às reforma, veja:

Reforma da Previdência – a) Governo quer impor o limite de idade para 65 anos (para homens e mulheres); b) A fim de poder receber a aposentadoria integral a pessoa terá de contribuir durante 49 anos – isso, num País de alto desemprego e grande rotatividade da mão de obra.

Reforma trabalhista – Governo quer desmontar a CLT e impor o negociado sobre o legislado; quer flexibilizar e estender a jornada; fracionamento do pagamento das férias e 13º salário – e outras maldades.