Sindicato cobra patrões e exige que governo combata violência

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Cresce a onda de violência e ataques a carros-fortes e a bases de empresas. Primeiro, houve uma onda na região de Campinas e Ribeirão Preto. O Sindicato denunciou e pediu providências ao governo e às empresas. Nada fizeram.

Ante a omissão, em 23 de novembro paramos bases em Campinas e Ribeirão, com passeatas e protestos que tiveram cobertura em toda a mídia e repercussão nacional.

De novo – Fizemos nossa parte. Patrões e governos se omitiram, o crime se encheu de audácia e redobrou os ataques. Dia 4 de abril, bandidos atacaram uma base da Prosegur, em Santos, promovendo verdadeiro terror na região. Não contentes, no dia seguinte, atingiram carro-forte em São Bernardo (da empresa TB Forte), ou seja, a menos de 50 quilômetros do ataque da véspera.

Mortes – O prejuízo econômico das ações criminosas o seguro cobre. Mas quem repõe as vidas perdidas, quem alivia os feridos, quem ampara as famílias das vítimas? Quem tem responsabilidade por prevenir e reprimir o crime?

Sindicato – Nosso presidente João Passos critica: “O Sindicato pode denunciar os ataques, cobrar segurança e amparar o trabalhador atingido. Mas o poder maior está nas mãos das empresas e do governo do Estado. E eles têm sido omissos”.

Na tentativa de furar o bloqueio da omissão governista e patronal, o SindForte pretende obter audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Já estamos em contato com parlamentar da Casa, a fim de marcar nossa manifestação.

Vamos mostrar o estado de abandono da segurança pública; vamos pedir proteção aos trabalhadores; vamos denunciar a omissão das empresas; vamos cobrar que o governo do Estado não fuja de sua obrigação.

Você será convidado. Afinal, o que está em jogo é a nossa vida!